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Segunda edição do Projeto TEA(MAR) promove aulas de stand-up paddle para autistas neste sábado (19)
Foto: Divulgação

Uma ação que une esporte e inclusão. Esse é o objetivo do projeto TEA(MAR), iniciativa que busca proporcionar bem estar, qualidade de vida e inclusão esportiva e social de pessoas dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias. Até novembro, um grupo de 80 autistas (divididos em quarenta por semestre), na faixa etária a partir dos quatro anos de idade, terá aulas quinzenais gratuitas de stand-up paddle na praia do Mucuripe, em Fortaleza, acompanhados por instrutores desse esporte aquático que faz sucesso e tem muitos praticantes no Ceará. As aulas tiveram início em janeiro, e acontecem das 8 horas às 10 horas.

Medidas de cuidados sanitários serão tomadas para garantir a segurança e conforto dos participantes. Além da limpeza constante de equipamentos e do uso obrigatório de máscara, as aulas serão divididas em horários e pequenas turmas de alunos para garantir o distanciamento social. Além disso, os instrutores e equipe de apoio, familiares e alunos que apresentem sintomas gripais estão orientados a não comparecerem à vivência deste sábado.

O projeto TEA(MAR) é fruto de uma parceria entre a Associação Fortaleza Azul (FAZ), que reúne autistas e seus familiares, com a Ceará SUP Club, especializada no ensino e prática do stand up paddle, tendo sido aprovado na Lei de Incentivo ao Esporte do Ceará, do Governo do Estado do Ceará, em edital da Secretaria do Esporte e Juventude, e contando com apoio da ENEL Ceará.

Para os autistas, as vivências com esportes em geral ajudam no processo de inclusão, de socialização e até mesmo como processo terapêutico, uma vez que trabalham o desenvolvimento motor e sensorial. “O sucesso dos resultados da primeira edição do projeto, em 2019, nos fez buscar reeditá-lo, dessa vez atendendo mais pessoas. É impressionante como as crianças e adolescentes se conectam com o mar, com a prancha, com a atividade esportiva. Eles adoram estar no mar e se divertem bastante, além de terem uma experiência prática de convívio e inclusão social”, explica Renata Fernandes, diretora administrativa da Associação Fortaleza Azul (FAZ), entidade que reúne mais de 300 famílias de autistas.

Durante as aulas do projeto TEA(MAR), cada praticante terá acompanhamento de um instrutor educador físico. Todos os instrutores receberam treinamento da psicóloga da equipe para a condução e abordagens necessárias. A rede CDC (Centro de Controle de Prevenção de Doenças), dos Estados Unidos, estima que a prevalência de Transtorno do Espectro Autista (TEA) é de uma criança em cada 44 nascidas, número atualizado em relatório divulgado em dezembro de 2021. Estima-se que existam cerca de 70 milhões de pessoas nessa condição no mundo e que, no Brasil, sejam aproximadamente 2 milhões de autistas.

Sobre o Stand Up Paddle
O Stand Up Paddle Boarding, ou SUP, é um desporto aquático, uma variante do surf, no qual o praticante, em pé numa prancha, usa um remo para se mover através da água. A atividade tem raízes na Polinésia e foi desenvolvido no Havaí, no começo da década de 1960.

No início dos anos 2000, alguns surfistas havaianos como Dave Kalama, Brian Keaulana, Rick Thomas, Archie Kalepa e Laird Hamilton começaram a praticar o Stand Up Paddle como uma forma alternativa de treino, quando o mar não estava em condições para a prática do surf, o que passou a ser copiado em vários países. No Brasil, o desporto chegou por intermédio de dois surfistas (Jorge Pacelli e Haroldo Ambrósio), que trouxeram equipamentos modernos e passaram a disseminar a prática. O interesse foi crescendo e se tornou febre, praticado em praias do Rio de Janeiro, litoral São Paulo, no sul do país, em lagos em Brasília e mais recentemente de maneira muito forte em diversas praias do Nordeste, como foi o caso de Fortaleza.

Sobre a Associação Fortaleza Azul (FAZ)

A Associação Fortaleza Azul (FAZ) existe desde 2015 e reúne familiares de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para ações de acolhimento, conscientização, informação e inclusão desses indivíduos na sociedade. Atualmente, a entidade conta com cerca de 300 famílias associadas.

Entre as ações realizadas ao longo dos anos estão projetos como sessões de cinema adaptado para autistas; Jornadas de Autismo durante o Dia Mundial do Autismo, em parceria com profissionais de saúde, entidades governamentais e empresas; projetos de inclusão por meio do esporte, como o TEAMAR (stand-up paddle para autistas); encontros de familiares de pessoas com TEA para debates e acolhimento; palestras em escolas e capacitação de educadores na inclusão de autistas nas escolas regulares; além de realização de eventos em datas comemorativas e em parceria com grandes instituições em Fortaleza.

Para se associar à FAZ:
Inscrições pelo site: www.faz.org.br

FAZ nas redes sociais:
@fortalezaazul

Projeto TEA(MAR) – Associação Fortaleza Azul (FAZ)
Aulas quinzenais gratuitas de standup paddle para autistas
Local: Praia do Mucuripe
Início do projeto: 8 de janeiro
Segue até novembro

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