Agosto Branco alerta para casos de câncer de pulmão em não fumantes
Campanha alerta para fatores de risco do câncer além do cigarro
Cigarro em um cinzeiro. Foto: Reprodução
17/08/26 10:57
O câncer de pulmão está entre os principais tipos de câncer no Brasil, com mais de 35 mil novos casos estimados para 2026, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Durante o Agosto Branco, campanha dedicada à conscientização sobre a doença, especialistas alertam que, embora o tabagismo responda por 80% a 85% dos casos, pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver o tumor.
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Segundo Renato Torrano, cirurgião torácico da Rede ICC Saúde, a associação exclusiva entre câncer de pulmão e cigarro pode atrasar a procura por atendimento. “Embora o consumo direto de cigarro ainda seja a principal causa, pessoas que nunca fumaram também podem desenvolver câncer de pulmão. Quando existe a falsa percepção de que apenas fumantes adoecem, muitos pacientes acabam demorando para investigar sintomas persistentes, o que pode comprometer as possibilidades de tratamento”, explica.
Além do cigarro convencional, o especialista chama atenção para os cigarros eletrônicos. “Esses dispositivos contêm substâncias tóxicas que causam dependência rápida e severos danos à saúde física e mental. Enquanto o cigarro tradicional, por meio da combustão do tabaco, libera mais de 7 mil substâncias químicas, sendo pelo menos 70 delas com potencial de serem cancerígenas; os vapes não utilizam combustão, mas vaporizam líquidos que contêm nicotina, aromatizantes e solventes químicos. Embora emitam menos alcatrão e monóxido, liberam partículas ultrafinas, metais pesados e solventes que causam inflamação pulmonar, alterações cardiovasculares e alterações celulares com potencial cancerígeno”, afirma.
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Entre os sinais de alerta estão tosse persistente, falta de ar, dor no peito, rouquidão, perda de peso sem causa aparente, cansaço excessivo e sangue na tosse. A prevenção inclui evitar produtos derivados do tabaco e reduzir a exposição à fumaça de terceiros e a agentes nocivos. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento, que pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia, terapias-alvo e imunoterapia.
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