O Brasil enfrenta uma crise de saúde mental com forte impacto no mercado de trabalho. Em 2024, foram registrados 472.328 afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 67% em relação ao ano anterior e o maior número da série histórica, segundo o Ministério da Previdência Social. Ansiedade, depressão e síndrome de burnout estão entre as principais causas, com 472,3 mil auxílios-doença concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no período.

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Nos primeiros seis meses de 2025, os afastamentos por saúde mental já ultrapassaram 271 mil casos, mantendo uma trajetória de crescimento observada desde a pandemia. O cenário está relacionado à pressão do ambiente de trabalho, à falta de acompanhamento contínuo da saúde dos colaboradores e à ausência de uma cultura preventiva, tema reforçado pela campanha Janeiro Branco.

A partir de 2026, entra em vigor a atualização da NR-1, que torna obrigatória a identificação, avaliação e gestão dos riscos psicossociais nas empresas. A norma transforma em exigência legal a adoção de ações estruturadas de cuidado, indo além do simples gerenciamento de afastamentos.

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Segundo Aleks Mesquita, CEO da Amar.Elo Saúde Mental, investir em saúde emocional também é uma estratégia de negócio. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que depressão e ansiedade geram perdas superiores a US$ 1 trilhão por ano em produtividade no mundo, enquanto cada R$ 1 investido em saúde mental pode gerar retorno de até R$ 4 para as organizações.