Campanha Janeiro Verde reforça atenção ao câncer do colo do útero
A redução dos casos depende principalmente da vacinação contra o HPV e do rastreamento regular
Medico e Paciente. Foto: Reprodução.
23/01/26 16:00
O câncer do colo do útero está entre as principais causas de morte de mulheres no mundo e é o mais letal no Brasil entre aquelas com menos de 36 anos, apesar de ser altamente prevenível. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país deve registrar mais de 17 mil novos casos por ano no período de 2023 a 2025.
A doença é a terceira mais incidente entre mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma, com maior concentração de casos e óbitos nas regiões Norte e Nordeste. No Ceará, a estimativa é de pelo menos 1.030 novos casos anuais no mesmo intervalo.
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A redução da incidência está diretamente ligada à vacinação contra o HPV e ao rastreamento regular, embora desigualdades sociais e regionais ainda dificultem o acesso a esses serviços. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o aumento do rastreamento para 80% das mulheres poderia reduzir entre 60% e 90% dos casos. Nesse contexto, a campanha Janeiro Verde reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e das consultas ginecológicas periódicas.
A prevenção inclui o uso de preservativo, a vacinação contra o HPV e a realização do exame papanicolau, oferecido gratuitamente pelo SUS. A rede pública também passou a implantar o teste de DNA-HPV, que permite identificar o vírus antes do surgimento de lesões. O tratamento varia conforme o estágio da doença e, quando o diagnóstico é precoce, as chances de cura são elevadas.
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“O tratamento do câncer de colo de útero depende do estadiamento, que é o processo para determinar a localização e extensão do tumor no corpo. Quando tem estadiamento precoce, em estágio inicial, o tratamento é cirúrgico, podendo ser complementado com quimioterapia ou radioterapia. Em tumores mais avançados, inicialmente o tratamento são sessões de quimioterapia e radioterapia. A decisão por determinado tipo de tratamento também leva em conta a idade e o estado de saúde geral da paciente”, afirma Ricardo Juaçaba, ginecologista Ricardo Juaçaba.
Causado pela infecção persistente pelo HPV, o câncer do colo do útero costuma ser silencioso nas fases iniciais. Os sintomas geralmente surgem em estágios mais avançados e incluem corrimento vaginal anormal, sangramentos irregulares, dores pélvicas e sangramento após a relação sexual. Em fases mais graves, podem ocorrer anemia, dores intensas, perda de peso e alterações urinárias e intestinais.
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